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PERFUME

por ciprianoalves, em 27.11.14

História do Perfume

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Historicamente o Perfume nasceu com os primórdios da humanidade, e está associada a actos religiosos, há cerca de 800 mil anos atrás. Os nossos antepassados teriam tido conhecimento dos perfumes através dos odores agradáveis que exalavam as florestas em chamas.

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Algumas árvores como o cedro e o pinheiro com os seus troncos odoríferos, após o domínio do fogo pelo Homem pré-histórico, eram queimadas com o intuito dos aromas exalados agradarem aos deuses. As fragrâncias agradáveis utilizadas nestes rituais (sândalo, casca de canela, raízes de cálamo, mirra, incenso, etc.), que envolviam sacrifícios animais, serviam para além de invocar os deuses também para disfarçar os cheiros mais incomodativos dos animais mortos. Assim, os primeiros perfumes terão surgido sob a forma de fumo, que pode ser confirmado pela própria origem da palavra Perfume (Pinheiro, 2008; Olinto, 2003).

Mais tarde, os aromas que privilegiavam os deuses e os mortos, passaram a ser utilizados também pelas pessoas, transformando-se num acessório indispensável dos mais ricos. Desta forma, a arte da elaboração do perfume nasceu no Antigo Egipto (datado de 3200 a.C. até 2200 a.C.). O povo egípcio tinha profundas crenças religiosas, nomeadamente o politeísmo (crença em vários deuses), característica esta que influenciou a sua civilização e a sua organização social.

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 Os Egípcios, homenageavam os seus deuses acreditando que as suas orações eram atendidas mais rapidamente através da fumaça aromática e untavam os cadáveres com óleos essenciais no processo de mumificação, representando este gesto a eternidade. Desta forma, honravam os seus deuses aromatizando os ambientes e produzindo óleos perfumados para rituais religiosos.            

A produção de um perfume era considerada uma dádiva dos deuses, ficando os sacerdotes responsáveis pelo seu fabrico. Os templos, assim, foram transformados em verdadeiros laboratórios, onde os principais clientes eram os faraós e os membros mais importantes da corte.

A história do Perfume9.jpg

 Mais tarde, o perfume torna-se um hábito de todos os egípcios, usando atado à cabeça, uma pequena caixa com uma fragrância, que se dissolvia lentamente perfumando o rosto, servindo também como repelente de insectos. Esta civilização cuidava muito da sua higiene pessoal, banhavam-se ao acordar e antes e depois das refeições principais, utilizando uma pasta de argila e cinzas (suabu) e incenso perfumado no final. No clima árido e quente do Egipto, as essências refrescantes tornaram-se indispensáveis até mesmo para os soldados do Faraó Seti I, que protagonizaram uma greve em 1330 a.C. pela falta de fornecimento de unguentos aromáticos.

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A rainha Cleópatra, tinha rituais perfumados, untava as suas mãos com óleo de rosas, açafrão e violetas e perfumava os pés com uma loção feita à base de extractos de amêndoa, mel, canela, flor de laranjeira e alfena. Foi a primeira mulher egípcia a utilizar o perfume como “arte de sedução”. Seduziu o general romano Marco António e o Imperador Júlio César usando um perfume à base de óleos extraídos das flores de henna, açafrão, menta e zimbro (será esta a poção mágica?).

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Muitos arqueólogos encontraram vasos de perfume, mais precisamente no túmulo de Tutankámon, que curiosamente preservaram a essência perfumada colocada há 5 mil anos atrás. Estes fracos antigos eram feitos de alabastro e pedra, devido a não serem porosos permitindo a preservação do aroma por mais tempo (Ashcar, 2007; Pinheiro, 2002; Wikipédia, 2008; Reis, 2000; Yoshimura, 2008).

Na civilização Grega, por volta de 800 a.C., algumas cidades já exportavam óleos de flores e plantas maceradas, sendo esta técnica, própria de perfumaria, criada pelos gregos. Esta cultura apreciava o incenso e algumas receitas de comidas aromáticas (pétalas de rosas moídas) para atrair a atenção dos deuses, perfumando-se a si próprios bem como as suas casas. O perfume desempenhou um papel muito importante na mitologia grega. Os gregos acreditavam que este foi uma invenção da deusa Vénus. A musa, ter-se-ia ferido num dedo e uma gota de sangue caíra numa rosa, onde o deus do amor, Cupido, com um beijo transformara o sangue em fragrância.

A Grécia tornou-se adepta fervorosa do perfume, desempenhando este um papel de grande valor, igualando quase o valor dos alimentos. Os gregos possuíam perfumes específicos para todas as partes do corpo (hortelã-pimenta para perfumar braços e axilas, canela para o peito, óleo de amêndoa para mãos e pés, e extracto de manjerona para o cabelo e as sobrancelhas), levando o uso do perfume até aos extremos. Para além das técnicas novas de perfumaria introduzidas por esta civilização, os perfumes encontram-se também ligados à ciência médica. Hipócrates, “pai da Medicina”, utilizava pequenos concentrados de perfume para combater algumas doenças (Ashcar, 2007; Pinheiro, 2002; Olinto, 2004).

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O império Romano contribuiu muito para a expansão da perfumaria. Ao longo dos tempos do seu domínio, foram assimilando não só novos territórios, mas também novas fragrâncias (glicínia, baunilha, lilás e cravo). Com as rotas comerciais criadas (Arábia. Índia e China), o comércio destas matérias-primas foi ainda mais estimulado. O excesso do uso dos perfumes continua, criando até um desequilíbrio na economia do império, com a importação de toneladas de essências. O consumo dos perfumes foi alargado a todos os escalões sociais, tendo como principais objectivos o asseio pessoal diário, preparação de rituais de fertilidade e o de espantar as epidemias. Por toda a cidade existiam mais de cem casas de banho públicas e privadas, incentivando o banho perfumado a qualquer hora. Os cidadãos mais ricos tinham as solas dos pés perfumadas por escravos e os soldados perfumavam-se antes de entrar em combate. São conhecidas algumas histórias interessantes sobre, por exemplo, o cavalo de Calígula que se banhava todos os dias com água perfumada e ainda sobre Nero, no século I d.C., que tinha hábito de perfumar as suas mulas, no enterro de sua mulher, gastou o perfume que os perfumistas árabes produziam num ano.

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Com as descobertas arqueológicas, nas ruínas de Pompeia, foram revelados os segredos dos perfumes com mais de 2000 anos. Os vasos encontrados, continham perfumes feitos à base de azeite e como ainda não eram utilizados fixadores, passado um determinado tempo o que ficava era o cheiro a azeite!

Posteriormente com a queda do Império Romano, o uso do perfume declinou. Somente no século XII, com o desenvolvimento do comércio internacional, este declínio foi invertido (Reis, 2000; ifragrância, 2004; Ashcar, 2007; Pinheiro, 2002; Olinto, 2004).

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Com a chegada do Cristianismo (séc. I d.C.) e as suas mensagens de pudor, o uso dos perfumes como aditivo ao corpo foi banido, pois o povo cristão acreditava que estavam associados a rituais pagãos. Mas não devemos esquecer que, dentro da tradição cristã, existem vários episódios que relatam o uso de fragrâncias. No Velho Testamento, por exemplo, Noé por ter sido salvo do Dilúvio, queimou madeira de cedro e mirra. Outro exemplo, são as duas oferendas que os reis Magos trouxeram ao menino Jesus: mirra e incenso. Os cristãos basicamente usavam as fragrâncias apenas para prevenir doenças e para higiene pessoal.

Por outro lado, os árabes, cuja religião, embora também monoteísta, têm princípios diferentes e foram os responsáveis pelo ressurgimento da perfumaria no Ocidente. A partir do séc. I várias invenções foram fundamentais para a evolução da perfumaria. Com a descoberta do vidro, os perfumes ganharam formas e cores diferentes. Com a invenção do alambique foi possível destilar matérias-primas. O mais famoso médico árabe, Avicenna, com esta técnica, destilou óleos essenciais das rosas, criando a primeira Água de Rosas do Mundo. A civilização árabe, foi assim, a primeira a investir em experiências com perfumes.

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A principal ferramenta de comércio do povo árabe, foi trazida para a Europa, com a chegada destes à Península Ibérica. Trouxeram para os países do Ocidente noz moscada do Tibete, sândalo da Índia e cânfora da China (Dias & Silva, (1996); Pinheiro, 2002; Yoshimura, 2008; Reis, 2000; Passos, 2002; Olinto, 2004).

Durante a Idade Média (séc. V-XV) na Europa, a perfumaria ficou adormecida, havendo mesmo uma regressão do uso profano dos perfumes, sendo estes apenas reservados ao culto e eram privilégio dos nobres. Havia apenas vestígios de Medicina e farmácia praticadas com ervas aromáticas nos mosteiros (boticários). Este desuso foi devido à desorganização económica que se viveu na época, bem como o estilo rígido da sociedade ocidental devido à pressão da Igreja. Assim, nesta época, podemos salientar o primeiro ambientador da história e em 1370, o primeiro perfume com fórmula própria criado para a Rainha Elisabeth da Hungria (Passos, 2002; CTCV, 2006; Reis, 2000).

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Na Idade Moderna, em 1600, dá-se o aparecimento dos primeiros perfumes europeus, utilizados apenas por reis e rainhas e membros da corte. O comércio feito durante os séculos XIV e XV permitiu a difusão do perfume, com fórmula definida, por toda a Europa. Já no final do séc. XIII, Paris tornou-se a capital mundial do perfume, onde foram criadas as primeiras escolas que formaram os aprendizes desta profissão. Este país ganhou fama mundial pelas essências produzidas, o que motivou a formação de empresas produtoras de fragrâncias e produtos aromáticos tradicionais, tais como: Hermes, Molinard, Roger Gallet, etc. A França permaneceu desde então como o centro europeu de pesquisas, fabrico e comércio de perfumes.

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Na Idade Contemporânea, o perfume deixa de ser exclusivo dos ricos e a classe média passa a ter acesso a este produto.

A partir do séc. XIX, a história deste produto começou a caminhar de mãos dadas com a moda e com a Química Orgânica surgiram as fragrâncias como hoje as conhecemos. Cada revolução na indústria da moda, que ditava novas tendências, era acompanhada pela indústria Química. Surgiram assim, perfumes que marcaram épocas.

Com o avanço da tecnologia, houve uma revolução nos laboratórios: os compostos sintéticos sintetizados no laboratório vieram substituir os aromas naturais, ficando os ambientalistas muito agradecidos, pois já não é preciso colher toneladas de flores para extrair uma essência, levando certas espécies vegetais e animais à beira da extinção.

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Entre os finais do séc. XIX e os inícios do séc. XX começaram a ser fabricados frascos para perfumes. Na actualidade, o design dos frascos faz parte da estratégia de marketing da indústria dos perfumes (Reis, 2000; Ashcar, 2007; Dias & Silva, (1996);Passos, 2002).

O que é um Perfume?

“Odor, aroma… Cheiro agradável e penetrante exalado de uma substância olfactiva agradável, sinónimo de fragrância…” (Frey, 2007:11).

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Principais Matérias-primas dos Perfumes

A perfumaria utiliza uma grande variedade de matérias-primas que são encontradas em diversas partes do mundo, mas muitas vezes são raras e difíceis de encontrar. Quanto mais específica e difícil for de encontrar a matéria-prima maior é o valor do produto (mais caro). As matérias-primas dos perfumes são muito variadas e numerosas. Actualmente existem centenas de produtos naturais e milhares de produtos sintéticos utilizados pelas perfumarias. Apresentamos, de seguida, apenas uma lista (Quadro 2) de algumas matérias-primas mais utilizadas na indústria do perfume, bem como os locais onde se encontram (Gigi Perfumes, 2007):

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Flores:

Jasmim: A mais usada nos grandes perfumes. São necessários 600kg de flores de jasmim (mais ou menos 5 milhões de flores) colhidas uma a uma ao amanhecer para obter 1kg de essência de jasmim. Local: Grasse (França) e África do Norte.

Rosa: É necessário distinguir a Rosa da Bulgária da Rosa de Maio (cultivada em Grasse - França). É da combinação de das duas que se obtém a fragrância mais suave da rosa.

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Campo de lavanda em Quinta do Rosarinho, Portugal

Foto:Perfumenapele

Flor de Laranjeira: Cuja essência chama-se Neroli. Local: Provence (França), Itália e Egipto.

Tuberosa: Fragrância que faz lembrar a flor do Lírio.

Ylang-Ylang: O nome significa “flor das flores”. Local: Índia.

Lavanda: Haute Provence (França). 

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Madeiras e cascas de troncos:

Sândalos de Misore: Itália.

Cedro do Quênia e do Atlas: Marrocos.

Casca de canela: Ceilão e Madagascar.

Casca da Betula: Utilizada para a nota “cuir” (couro). Local: Rússia e Canadá.

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Grãos:

Coentro: Países Mediterrâneos.

Fava Tonka: Venezuela.

Ambrete: Vem do âmbar. Local: Índia e Antilhas.

Petit grain: Provêm das folhas de laranja azeda. Local: Itália.

Musgos:

Musgo de Carvalho: É a base de todas as composições Chyprees. Local: Iugoslávia.

Folhas:

Patchouli: Indonésia.

Ervas aromáticas:

Tomilho.

Menta.

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Cítricos:

São a base das notas Hesperidees:

Laranja: Espanha e Flórida.

Limão: Itália e Califórnia.

Bergamota: Calábria (Itália) e Costa do Marfim.

Tangerina: Itália.

Resinas:

Na origem das notas Balsâmicas:

Mirra do Oriente.

Opopanax da Abissínia.

Benjoin do Sião.

Galbano da Pérsia.

Raízes:

Vetiver: Java.

Produtos de origem incomum:

Âmbar Gris: Âmbar à Secreção rejeitada pelo cachalote e recolhidas nas águas do Oceano Índico e ao longo da Costa do Peru.

Musk (almíscar): Provém de uma glândula da cabra do Tibete. Local: Himalaia.

Civete: Extraído do gato selvagem da Abissínia.

Frascos de Perfumes

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 Foto: dicasdarede.net 

Segundo Comitê Francês do Perfume, os perfumes classificam-se em sete grupos fundamentais (Gigi Perfumes, 2007):

Cítricos:

São óleos obtidos da casca de frutas como o limão, a laranja e a bergamota.

É nesse grupo que se encontram as primeiras “Águas de Colónia”.

Florais:

São obtidos a partir de flores. Família de grande importância que se subdivide em:

Bouquet floral

Floral verde

Floral aldeídico

Floral amadeirado, etc

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Chipre:

Termo que provém de um perfume baptizado por François Coty, em 1917. São perfumes baseados principalmente nos acordes do patchouli, da bergamota e da rosa.

Amadeirados:

Fazem parte deste grupo perfumes com notas suaves como o sândalo e o patchouli e, algumas vezes, secas como o cedro e o vetiver.

Âmbar:

São perfumes com notas suaves e abaunilhadas. Muitas vezes são chamados de "orientais".

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Couro:

São perfumes com notas secas (por vezes, muito secas) que tentam reproduzir o odor característico do couro, da madeira queimada e do tabaco.

Filifolhas (feto):

São perfumes que compreendem um acordo entre notas de lavanda, bergamota, gerânio, etc.

Classificação dos perfumes segundo Comitê Francês do Perfume (Gigi Perfumes, 2007).

A elaboração técnica de uma fórmula é idêntica tanto para os perfumes femininos como para os Eaus de Toilette masculinos (Gigi Pefumes, 2007).

Flores:

Jasmim: A mais usada nos grandes perfumes. São necessários 600kg de flores de jasmim (mais ou menos 5 milhões de flores) colhidas uma a uma ao amanhecer para obter 1kg de essência de jasmim. Local: Grasse (França) e África do Norte.

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Rosa: É necessário distinguir a Rosa da Bulgária da Rosa de Maio (cultivada em Grasse - França). É da combinação de das duas que se obtém a fragrância mais suave da rosa.

Flor de Laranjeira: Cuja essência chama-se Neroli. Local: Provence (França), Itália e Egipto.

Tuberosa: Fragrância que faz lembrar a flor do Lírio.

Ylang-Ylang: O nome significa “flor das flores”. Local: Índia.

Lavanda: Haute Provence (França).

Madeiras e cascas de troncos:

Sândalos de Misore: Itália.

Cedro do Quênia e do Atlas: Marrocos.

Casca de canela: Ceilão e Madagascar.

Casca da Betula: Utilizada para a nota “cuir” (couro). Local: Rússia e Canadá.

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Grãos:

Coentro: Países Mediterrâneos.

Fava Tonka: Venezuela.

Ambrete: Vem do âmbar. Local: Índia e Antilhas.

Petit grain: Provêm das folhas de laranja azeda. Local: Itália.

Musgos:

Musgo de Carvalho: É a base de todas as composições Chyprees. Local: Iugoslávia.

Folhas:

Patchouli: Indonésia.

Ervas aromáticas:

Tomilho.

Menta.

Cítricos:

São a base das notas Hesperidees:

Laranja: Espanha e Flórida.

Limão: Itália e Califórnia.

Bergamota: Calábria (Itália) e Costa do Marfim.

Tangerina: Itália.

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Resinas:

Na origem das notas Balsâmicas:

Mirra do Oriente.

Opopanax da Abissínia.

Benjoin do Sião.

Galbano da Pérsia.

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Raízes:

Vetiver: Java.

Produtos de origem incomum:

Âmbar Gris: Âmbar à Secreção rejeitada pelo cachalote e recolhidas nas águas do Oceano Índico e ao longo da Costa do Peru.

Musk (almíscar): Provém de uma glândula da cabra do Tibete. Local: Himalaia.

Civete: Extraído do gato selvagem da Abissínia.

Componentes básicos de um Perfume

O perfume é uma mistura composto por três componentes básicos (Charlanti,1998)

Estrutura de um perfume.png

 Estrutura de um perfume 

 - Essências ou óleos essenciais: São a classe de substâncias que geram o perfume. As essências podem ser naturais (extraídos, por exemplo, de flores, de folhas, de raízes ou de animais), sintéticos (como o aldeido benzóico, a heliotropina, etc.) ou artificiais (por exemplo, o trinitributilxileno).

- Fixador: São substâncias que são utilizadas para retardar ou até mesmo impedir a volatilização das essências ou óleos essenciais, conservando por mais tempo o aroma. Estas substâncias podem ser naturais (de origem animal ou vegetal) ou artificiais (por exemplo, o solisilato de benzila).

- Diluentes: São utilizados para dar ao preparado uma concentração adequada (certa), ou seja, para que ele não fique forte em excesso. Os diluentes mais comuns são o álcool (etanol) e a água. A sua quantidade depende do tipo de perfume que se quer obter.

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 Foto:  styleround.com

Em média, um perfume pode ter entre 20 a 500 componentes orgânicos.

A análise química dos perfumes mostra que eles são uma complexa mistura de compostos orgânicos denominada fragrância (essências básicas) (Carvalho, 2002).

Inicialmente, as fragrâncias/essências eram classificadas de acordo com sua origem , como por exemplo  (Carvalho, 2002):

Fragrância floral - consistia no óleo obtido de flores tais como a rosa, jasmim, lilás etc

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Fragrância verde - era constituída de óleos extraídos de árvores e arbustos, como o eucalipto, o pinho, o citrus, a alfazema, a cânfora etc.

Fragrância animal - consistia em óleos obtidos a partir do veado almiscareiro (almíscar), do gato de algália (algália), do castor (castóreo) etc.

Fragrância amadeirada - continha extractos de raízes, de cascas de árvores e de troncos, como por exemplo, do cedro e do sândalo.

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 Nota: Algumas imagens e textos foram retirados através de pesquisa na internet

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